15 de outubro de 2010

Realidade.


Realidade

Por causa de um livro
vieste ao meu encontro.
Era Verão, não sabias de nada
nem isso interessava. Palavras
amavam-se fora de ti,
no atropelo das emoções.
Lá chegaria a primeira vez,
o encontro apressado num lugar
público. Desfeito o erro
ao toque da pele, não sei
se havia medo, a paixão queria-me
no lugar exacto do teu coração.
Palavras enrolam-se na sombra
da vida a dor do sentimento.

Atingido o espírito, o tempo
da infância, a realidade. Em ti
a solidão que o prazer
não mata. Quero a beleza
dos versos revelada.
Alguns anos passaram sobre
a nossa história que não acabou.
A tarde envelhece e escrevo isto
sem saber porquê.

Isabel de Sá

4 comentários:

Luís Coelho disse...

Um poema bonito jogando com a realidade e fora dela.
As palavras amavam-se fora de ti...
Quero a beleza dos versos revelada...

Sanbahia disse...

Pode ser aqui, ali ou acolá . O importante é a gente se encontrar.Lindo poema, emocionei.
Abraços.

Graça Pereira disse...

Os encontros de amor acontecem sem qualquer razão!! Destino? Almas gémeas? Chamem-lhe o que quiserem...Quando surge, não há explicação!!
beijocas e bom fds
Graça

Rosane Marega disse...

Lindo!!!
Beijosssssssss