14 de maio de 2010

Mar e Sol, eis o meu Pão.


Mar e Sol, eis o meu Pão

Nesta terra em que habito
Cheia de um pó maldito
Com cheiro húmido a bolor
Foi-se a causa, foi-se a crença
Foi-se a vontade da vida
Aos poucos também o amor.

Homens sem coração e pudor
Sem escrúpulos e sem lei
Fazem do pão a tristeza
Daqueles a quem o trabalho
Sai do corpo tão suado
E de tão pobre riqueza.

Vento que corre p'los céus
Com ruídos de esperança
Trazem consigo o escuro
De um vida sem bonança
Nada é paz, nada é calmo
Nada me trás seja puro

Natureza em vida morta
Que labuta tão diária
Vida vivida em vão
Rasgam meu ventre abutres
Desta terra tão sugada
Mar e sol, eis o meu Pão.

Aqui-Ali-Acolá

11 comentários:

angela disse...

Um belo poema para uma triste realidade.
beijos

Wilson disse...

Olá, amigo..

Belo poema triste...mas muito bem dito..poema perfeito em que retrata uma realidade triste. Mas os poemas tristes nos retrata as realidades as vezes mortas aos nossos olhos.

Parabéns pelos belos poemas que você constrói.

Te desejo um exlente dia.

Abraços! Aparece por lá no Bom, ruim...rs

Espaço Aberto disse...

Bela poesia!

Nosso Blog abriu a Seção Enfoque Educacional.
Nosso convite está aberto a todos que se interessam pelo tema.
Aproveitamos a oportunidade para desejar aos amigos um ótimo fim de semana.
Um abraço carinhoso

... a cada instante ... disse...

Que testemunho sincero!

Ainda bem que a inspiração e o prazer da escrita são gratuitos...

Abraço.

Pelos caminhos da vida. disse...

Um belo poema, o frio que está aqui olhando essa imagem me deu até um arrepio.

Mar e Sol não tem preço.

Obrigada pela sua visita.

Bom fim de semana.

beijooo.

Majoli disse...

Oi meu amigo, sua poesia tão cheia de rimas, mas tão triste e real, que dói ao ler.

Pena que seja assim, que saudade nos dá de um passado onde tudo era diferente.

Beijos com carinho.

O Cidadão abt disse...

Olá, ciber Aqui-Ali-Acolá!

No arranque do seu poema, diria que era ás cinzas do vulcão Islandês que o amigo recitava!

Mas essa é uma nuvem passageira que com o vento se vai!

É que nem travou o Papa!

Daí só poderia ser sobre a situação económica actual deste rectângulo á beira mar plantado!
Porque julga que cá o praça apresenta sempre um espírito jovem e bem disposto?
É precisamente para não desatar a recitar poemas assim!

O Aqui-Ali-Acolá bem pode agradecer aos nossos governantes pela indução da sua excelente inspiração!

Aliás!

Eles até o deviam subsidiar por lhes invocar tão exactos e lindos poemas!


Sinceramente, este poema está bem construído!

Sonhos Sonhados disse...

hello

...gostei imenso do poema!

..."Mar e Sol... também são meu pão."

xis létinha

http://birdfleur.blogspot.com/
http://letinhaletinha.blogspot.com/

Graça Pereira disse...

Meu Amigo
Tens razão! O que nos resta? senão a natureza... Belo poema!
Beijo e bom domingo
Graça

Jorge disse...

Olá AMIGO,
Bem elaborado e sentido poema, que espelha a dura realidade dos nossos dias.
Uma boa semana para si.
J

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Você é tão talentoso que faz das palavras sua grande aliada. E sempre emociona, seja escrevendo no seu blog ou comentando.

Você mora no nosso coração, querido amigo.

Maravilhoso começo de semana.

Rebeca

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