22 de maio de 2009

Oito mil polícias em manifestação de 1 km!..


Oito mil polícias em manifestação de 1 km

«Queremos ser polícias, não queremos ser militares nem queremos ser função pública»

Os sindicatos de polícia uniram-se e manifestaram-se em Lisboa esta quinta-feira. Segundo Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), «mais de oito mil profissionais aderiram à manifestação».

«Superámos os oito mil polícias. Tivemos uma manifestação com um quilómetro de extensão», afirmou o presidente da ASPP, que pede soluções ao Governo de José Sócrates depois de nos últimos anos terem sucedido as manifestações dos agentes da PSP.

Caso não seja dada resposta às suas reivindicações a ASPP apelou aos polícias para entregarem os bonés da PSP junto da residência oficial do primeiro-ministro, no próximo dia 8 de Junho.

«Não sendo dadas respostas pelo Governo até ao próximo dia 08 de Junho, vamos entregar os nossos bonés da PSP junto da residência oficial do primeiro-ministro, como forma de mais uma vez demonstrar a indignação e a revolta», afirmou o presidente da ASPP.

«Este projecto de estatuto não vem ao encontro das expectativas da policia, não vem resolver que o actual estatuto criou e também não vem, de alguma forma, responder às reivindicações que existem há décadas», acrescentou.

Os polícias em luta não querem ser comparados aos trabalhadores da função pública e recusam avaliações do desempenho. «Queremos ser polícias, não queremos ser militares nem queremos ser função pública. Queremos ser polícias», declarou ao tvi24.pt Armando Ferreira, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia.

Mais de oito mil polícias em luta

Numa marcha lenta até às instalações do Ministério de Administração Interna (MAI), os polícias pediam que o governo introduza no novo estatuto a criação de uma «tabela remuneratória justa» e adequada à exigência do serviço.

Os profissionais da PSP reivindicaram também a exclusão da PSP da lei de vínculos, carreiras e remunerações da função pública, a inclusão dos cônjuges nos serviços de saúde da PSP, a pré-aposentação aos 55 anos de idade ou 36 de serviço e a atribuição do subsídio de risco a todos os profissionais da PSP.

Jorge Soares, subcomissário da PSP há quase 14 anos, afirmou que «os polícias que com a sua força e com a sua vontade é possível que o poder político e a direcção nacional da PSP reconheçam a importância dos profissionais e reconheça que estes merecem ser tratados com dignidade e com respeito».

«Não são as queixas electrónicas que movem as esquadras»

Questionado sobre as declarações do director nacional da PSP, Oliveira Pereira, que admitiu ser possível encerrar esquadras porque através da queixa electrónica o acesso do cidadão à polícia é «tão fácil» que o número actual de esquadras «não se justifica», Paulo Rodrigues afirmou que as queixas electrónicas não são o motivo pelo qual as esquadras se encontram abertas.

«As queixas electrónicas não são motivo para encerrar as esquadras», afirmou o presidente da ASPP. Paulo Rodrigues revelou ainda que existe necessidade de «reorganizar a PSP à realidade actual» devido ao aumento populacional das cidades.

«É importante reorganizar a PSP à nova realidade, até porque este dispositivo existe há décadas. As cidades começaram a crescer, principalmente ao nível de Lisboa e Porto. A PSP merece um actualização do dispositivo à nova realidade», relembrou o presidente da ASPP.

IOL - Portugal Diário

1 comentário:

Carmem disse...

Todos nós temos direitos e deveres...Lutemos pelos nossos direitos!...

Beijo e ótimo final de semana!