24 de março de 2009

Aleluia!..


Aleluia!..

Era a mulher — a mulher nua e bela,
Sem a impostura inútil do vestido
Era a mulher, cantando ao meu ouvido,
Como se a luz se resumisse nela...
Mulher de seios duros e pequenos
Com uma flor a abrir em cada peito.
Era a mulher com bíblicos acenos
E cada qual para os meus dedos feito.
Era o seu corpo — a sua carne toda.
Era o seu porte, o seu olhar, seus braços:
Luar de noite e manancial de boda,
Boca vermelha de sorrisos lassos.
Era a mulher — a fonte permitida
Por Deus, pelos Poetas, pelo mundo...
Era a mulher e o seu amor fecundo
Dando a nós, homens, o direito à vida

Pedro Homem de Mello

7 comentários:

Rosa Oliveira disse...

Boa tarde.
Vim, para lhe dizer pequenas cousas:

A primeira vez que o comentei, talvez, não me tenha expressado de forma a fazê-lo entender o meu ponto de vista. Lembrar-se-á do assunto, certamente. Em resposta, a essa minha, provável, deficiente expressão, não só me insultou (tomei-o como um insulto) como envolveu terceiros e, ainda, referenciou aqui, neste espaço duma forma que até ppodia ser tomada por jocosa, mas, tomei, efectivamente, como ofensiva, comentários que havia feito noutro blogue.
Esta nossa experiência virtual, resultou em três comportamentos:

1. Eliminou o link para o blogue (a)Amar Pedra.
2. Eu escrevi no blogue (a)Amar Pedra, um texto a chamar-lhe imbecil (outras coisas mais) que reeditei, quando apagou alguns dos comentários que haviam sido trocados.
3. É privado. Não posso explicitar.

Continuei a ler o seu blogue, obviamente. Bem, quando consigo, porque, por motivos de alguma incompetência informática minha, às vezes, o internet explorer não me permite aceder. Tive vontade de o comentar, algumas vezes. Hoje, este poema, impede-me, absolutamente, de o fazer. O anterior, ainda me venceu, mas este, não é possível.

Isto, para lhe dizer que li esta tarde um texto num outro blogue que associei a este poema e todo o contexto (o seu blogue) em que está inserido (o poema) e, tal como lá (no outro texto) li, eu, sou daquelas pessoas que faço lol's, porque ainda nuinguém teve a amabilidade de me explicar como se faz aquele ponto e vírgula com um parenteses ou coisa semelhante. Verdade que me limitei, tão só a perguntar ao meu filho. Obviamente que filho de peixa, sabe nadar e fiquei exactiqual. Por outro lado, as pessoas, não são capazes de divinar tudo. Eu sei. O messenger, por exemplo, uso muito raramente, ondee tenho um perfil fantástico com a reprodução duma serigrafia chamada Escada Amarela (tenho um original, não por acaso) de autor que, ao momento, não me lembro.
Falava do tal texto (Ah, foi num blogue de seu nome: Entre Deus e o Diabo),um texto que tematiza o enclausuramento do interesse, da motivação, da conversa, do desenvolvimento, numa palavra: o desejo. Falava das pessoas que adoecem, se embreagam com vinho (ou cerveja), orgias do corpo, lol's e smile's e, gravissímo: música pimba. Estou em crer que derivará daqui a necessidade de consumo de paletes e resmas de preservativos multicolores em latex ou não sei, mais a blogoesfera-sobre-coisa-nenhuma. Sintomas da tal doença. Um «pathos» [uso e ab-uso desta palavra, bem sei] agrilhoado e que, tenho a certeza, muitas vezes, lhes arde por dentro.
Efectivamente, no mundo em que vivemos, não é possível, melhor, parece não ser possível amar a literatura, a ciência, a filosofia, a poesia, o que quer que seja... tudo é plástico; um plástico vendável, prostituível, portanto: RUÍDO.
A auto-organização, a partir do ruído, que julgo possível, requer grande esforço, entrega, dedicação. Reconquistar o deleite, será das tarefas mais árduas, pois que se tratará de reacolher «afectum». Valerá a pena, penso, para fornicar, absolutamente, o mundo sombrio, a grande caverna, esta caverna global, se quiser, gerida por meia dúzia, com vários peões de brega a mediatizarem-lhes as vontades e, facilmente, consumida, consumida, consumida, consumida, consumida... por milhões.

Caro Aqui-Ali-Acolá [que raio de nick, havia de criar... tem a particularidade de muitos seres o confundirem com uma mulher (a reflectir, a reflectir...)] um mundo cheio de «Améns» e tão escasso, tão vácuo de «Aleluias».

O poema, é muito belo. Ainda lhe consegui apre(e)nder a beleza, neste marasmo de ruído.
Obrigada, então e que sirva de esclarecimento da nossa conversa de outrora.

Rosa Oliveira disse...

Esqueci-me de referenciar o post onde, na sequência, da tal conversa, tomei a liberdade de lhe chamar imbecil.
Foi este:

http://amarpedra.blogspot.com/2009/02/blogoesfera-nao-transformara-o-mundo.html

Muito belo, o poema. É mesmo.

Desejos Aliciantes disse...

Boa noite!
Belo poema em homenagem a nós as mulheres
Boa Quarta pra vc
Beijos

Anónimo disse...

Cú-Cú!
Surpreeeesaaa!

Anónimo disse...

LUA NOVA, 26 Março.
Tempo instável.

Izinha disse...

Lindo poema exaltando a mulher...

bjos de boa noite prá ti!

Gleiciane disse...

Pois é meu amigo,tão pouco ele custa e muitos economizam,Pbre akele que não oferece um sorriso.
Tenha um belo dia!!!