17 de fevereiro de 2012

O meu Gato Preto..

A história do meu gato resume-se num episódio muito comovente onde o tempo não me faz esquecer aquilo que com ele se passou.

Naquele ano em que isto aconteceu foi um Inverno carregado de chuva muito forte e prolongada por vários dias seguidos.

Água por todos lados, as ruas todas elas estavam cobertas de água onde algumas pareciam mais uns ribeiros onde a água corria a bom correr e quase entrando nas casas das pessoas.

Lá ao fundo o rio que transbordava de água onde já tinha galgado o seu eixo pelo que, já estava a entrar em algumas casas pondo as pessoas em pânico com os seus bens a verem a água perto deles. O meu gato preto e tão meigo todo ele andava num reboliço constante ao ver a água quase a entrar dentro de casa miava com um som como que de uma tristeza profunda se tratasse.

Nessa noite quase não dormi estando de alerta com a água à porta, pois o caso não era para menos devido a que nessa casa de r/c facilmente seria um desastre se ela entrasse lá dentro o que a ser verídico, muitos dos bens lá existentes se estragariam.

A noite passou-se e no dia seguinte a água começou a baixar o que me levou a concluir que a chuva tão intensa estava a amainar e a esperança de que tudo voltaria ao normal era realidade a pouco e pouco.

Assim aconteceu mas, algo me surpreendeu que me deixou espantado!..

Meu Gato Preto tinha desaparecido..

Não é possível exclamei eu, onde estará o meu Gato Preto, foi então que eu desatei a correr tudo quanto era lugar para saber onde estaria o meu gato.

No entanto, a água baixava mais rápido podendo eu sair à rua para procurar meu gato.

Assim o fiz pela localidade toda perguntando Aqui - Ali - Acolá a toda a gente e nada, ninguém o tinha visto em nenhum local.

Uma grande tristeza se apoderou de mim porque como sempre e desde pequenino comecei a gostar de animais, este gato para mim era como uma relíquia muito grande que eu tinha em minha casa, meigo, dócil, brincalhão, muito dado a quem o acarinhava ele para mim era defacto
um grande amigo que eu ali tinha vivendo comigo.

Passados 3 dias de buscas intensas por todos lugares eu desisti, pois a esperança de o encontrar se apoderou de mim na ideia de que ele tivesse sido levado pela água que estava à minha porta.

Em casa ao olhar para o local onde ele dormia a tristeza vinha apoderar-se de mim, pois este meu gato era como um bem precioso eu tinha em meu poder.

Na noite do terceiro para o quarto dia estando eu quase a dormir ouvi um miar muito fraco na parte de cima da casa e, eu logo com um salto repentino da cama saí à rua chamando pelo seu nome em voz alta que até os meus vizinhos vieram à janela saber do que se tratava, eu ao responder que tinha ouvido um miar de um gato logo eles me disseram que também tinham ouvido isso pelo que, por certo ele estaria por ali.

Mas ali onde perguntei eu, ele não responde ao meu chamar, como é possível tal coisa!..

Foi então que os vizinhos juntamente comigo começaram a chamar por ele de uma forma tal que naquela rua o assunto era onde está o Gato Preto.

Depois de tanto alarido e tanto chamar por ele tornou-se a ouvir um miar mais forte vindo do telhado da casa.

Está lá em cima gritava a vizinhança, ele está no telhado da casa.

Meus Deus gritei eu será ele que está ali!..

Logo veio um vizinho com uma escada alta onde se encostou à casa até ao telhado e eu subindo por ela acima até as telhas qual foi meu espanto ele estava ali todo encolhido e tiritando de frio nas calhas das telhas com os olhos semi-abertos a olhar para mim.

Mas como é que tu subiste aqui para cima meu bom amigo!.

Peguei nele com muita cautela e agradecendo a toda a vizinhança levei-o para dentro de casa onde o fui colocar junto do lume e logo dar-lhe de comida.

Ele começou a comer pouco a pouco e a recuperar do estado em que se encontrava tão fraco e tão esfomeado que estava, quase 4 dias sem comer e à chuva e frio em cima do telhado ele resistiu pelo que a seguir, os dias foram passando e ele recuperou daquilo que por ele passou.

Mas porque foi ele para cima do telhado e durante aquele tempo todo não deu sinal de si, perguntei eu aos vizinhos!..

A resposta foi unânime:

Foi da água vizinho à sua porta, eles os gatos tem medo da água..

Mas será mesmo isso que estão dizendo, eles tem medo da água?..

É verdade vizinho, responderam de novo eles!..

Humm!.. Fiquei assim na dúvida mas, acreditando naquilo que me disseram eu pelo sim, pelo não fui sempre perguntando a outras pessoas se isso seria verdade, pois isso não me saía da cabeça.

Mais tarde indo eu a casa de uma pessoa amiga que também tinha um gato deparei com ela a dar banho a ele e foi com espanto meu que lhe contei toda a história do meu gato e lhe perguntei se defacto os gatos tem medo da água.

Essa pessoa me respondeu que se os gatos forem acostumados de pequenos a tomar banho eles não tem medo da água e até gostam depois de se acostumarem a isso, mas se um gato não for acostumado a isso de pequeno, a probabilidade de isso acontecer e real.

Ora aí está a causa do seu gato fugir para cima do telhado com medo da água que estava à sua porta quase a entrar-lhe em casa.

Bem, como eu defacto nunca tinha dado banho ao meu gato, (pois segundo alguém me disse que eles se lavam a eles próprios quando se lambem) acho que aí esteja a razão de ele ter medo da água tal como me disseram.

=== o ===

Esta história é real, pois tal como aqui a descrevo, foi o que se passou e, por isso mesmo também, eu decidi pôr um gato aqui no meu blog como símbolo de uma grande recordação desse Gato Preto que eu tive onde dele, jamais me esquecerei.

Quando a afeição por um animal é grande, o esquecimento da sua vivência nunca existirá.

E, a quem ler este post eu clamo:

Tratemos bem os animais, eles fazem parte de nós, merecem amor, carinho e respeito.

5 de fevereiro de 2012

Ontem, hoje e amanhã.

Há dias um amigo perguntou-me se não tinha peso na consciência de ter
militado politicamente no partido político que é hoje maioritário no governo.
Respondi-lhe que sim, que não me sinto bem com esse facto. Hoje, sabendo o
que sei, não voltaria a fazer o mesmo, é evidente.
Uma grande parte de nós diz que “se soubesse o que sei hoje teria feito assim,
teria feito assado”! A grande questão é que o tempo não volta para trás e não
é possível emendar os erros cometidos. E todos cometemos erros! Aliás,
errar é próprio do homem. O problema pode levantar-se é na continuação do
erro, isto é, sabendo que errei continuar a errar.
Infelizmente para todos nós a política e os políticos tudo têm feito para
se desacreditarem e desacreditarem todos os que por lá passaram e vão
passando. Não pretendo lavar a minha imagem como político activo que fui,
mas tão somente levar-vos um pouco daquilo que conheci, conheço e julgo
poder avaliar melhor do que quem não andou por lá, como se costuma dizer.
O que me foi dado conhecer e que me fez arrepiar caminho foi precisamente
aquilo a que temos vindo a assistir de há mais de duas dezenas de anos. A
política do compadrio, a política do interesse partidário, quando não do
interesse pessoal, a ascensão baseada nas amizades, a política do estás
comigo ou contra mim, a política das facilidades para os amigos e das
dificuldades para os outros, a política da influência, a política do poder para
influenciar, a política na pior concepção que dela se pode ter. E tudo isto
tapado pela peneira da democracia e da representatividade do voto.
E com esta política chegámos à situação em que nos encontramos. Mas ainda
nos querem continuar a tapar os olhos com a peneira dizendo que a culpa é
da globalidade! É um fenómeno global e quem somos nós para por ele não
sermos arrastados para a situação de miséria para que caminhamos!
Mas, basta olhar à nossa volta e ver quem nos tem governado nas últimas
décadas. Que passado foi o dessas pessoas? O que fizeram? Como atingiram
os altos cargos para que foram eleitos ou nomeados? Tinham obra feita ou
têm sido apenas manobradores mais ou menos ardilosos para chegar onde
chegaram? Que competências mostraram ao longo da vida, da respectiva
carreira profissional? Nos últimos governos do país quantas figuras do topo
de hierarquia governamental tinham mostrado essas competências para,
todos nós, sem hesitações, votarmos neles e aceitarmos tudo a que nos têm
sujeitado e vão continuar a sujeitar?
E agora, como também se costuma dizer, torço a orelha, mas já não deita
sangue!
Por obra e graça da democracia que vivemos, temos permitido ser
governados por gente sem escrúpulos, veja-se os lugares que ex-governantes
ocupam e o dinheiro que ganham, que não olharam aos meios para atingir
os seus fins pessoais. Agora o mal é nosso, “dos que estão cá em baixo” que
têm vivido acima das suas possibilidades. Nós é que gastámos mais do que
recebemos, eles continuam a receber muito bem e por isso podem continuar
a gastar como têm gasto! Um ministro vai de mota para tomar posse, grande
exemplo de humildade e vontade de servir o “povo”. Agora, em vez da mota,
anda num carro que custa quase uma centena de milhares de euros! Belo
exemplo para os que estão cá em baixo e que se diz viverem acima do que
ganham e que vão ter de pagar mais essa quase centena de milhares de
euros. Sim, porque o dinheiro que os senhores ministros gastam não é o
deles, é o nosso!
Não temos dúvidas de que vamos pagar esta factura e todas as outras que já
passaram, as actuais e as que hão-de vir.
Hoje, como ontem e como amanhã!
Um Natal e um Ano Novo em Paz é o que vos desejo

Por: - Humberto Lopes - Jornal ABARCA 15 Dezembro 2011

=== o ===

Este, um artigo que me mereceu publicar aqui, devido à sua experiência como político que foi na interpretação dos factos que antes e actualmente este país atravessa.

Nunca é demais termos pessoas assim que, além de terem passado por uma experiência política a nível local como foi o caso do Professor Humberto Lopes, onde exerceu o cargo de Presidente da Câmara de Abrantes de Janeiro 1990 a Janeiro de 1994, revelam também o seu ponto de vista perante a actual situação em que se encontra este país.

=== o ===

Numa entrevista deste mesmo Jornal ABARCA, já como Presidente do Centro de Recuperação de Abrantes (CRIA) com o título (PRECISAMOS DE PESSOAS, NÃO DE IMAGENS) ele comentou o seguinte:

Excerto:

A política mudou, nomeadamente em Abrantes? Há um esvaziamento?

Há um desencantamento, não em relação à democracia, mas com os políticos que nos têm conduzido nesta democracia. Essa desilusão provoca a desmotivação das pessoas pela política e o seu afastamento. Hoje é difícil encontrar quem queira participar a não ser aqueles que querem fazer carreira política e para esses a vida tem sido óptima. Metem-se nas juventudes partidárias, começam a lançar-se e atingem facilmente o notariado. Se estão, ou não, preparados é outra coisa. Dantes, em Abrantes, a câmara estava muito próxima dos munícipes, era fácil falar com o presidente, era fácil o presidente deslocar-se a uma localidade. Essa relação alterou-se.

No pós-25 de Abril, a Assembleia da República estava recheada de personalidades, coisa que actualmente não se passa. A comunicação social é muitas vezes acusada de “vasculhar” a vida dos políticos e inibir que as pessoas com valor se disponibilizem para cargos políticos. Tem essa opinião?

A democracia só é possível se for transparente e a única via para uma democracia ser transparente é haver uma comunicação social livre que possa vasculhar tudo. Que possa ver e mostrar se aqueles que nos governam são realmente o que dizem ser. Uma coisa é aquilo que a pessoa diz que é e outra é aquela que ela pode ser na realidade. Compete à comunicação social mostrar essas coisas. A comunicação social tem uma responsabilidade muito grande em democracia. Tem que informar a opinião pública sobre aquilo que realmente se está a passar, quer em relação às políticas seguidas, quer em relação aos políticos que tomam as medidas. Os políticos é que tem que conduzir a sua vida para ser credíveis junto da opinião publica. Quem os descredibiliza não é a comunicação social, são eles que se descredibilizam pelas atitudes que tomam.

Parece que o que é vergonha “é roubar e ser apanhado” e não roubar.

Exactamente, o problema não está no acto, está em pôr o acto a descoberto. Se o fizer e não for apanhado está certo, se fôr “se calhar” não está bem certo, “mas eu vou tentar livrar-me e arranjar uma desculpa”. E se a desculpa puder cair em terceiros, vai para terceiros, não é ele que a assume. Não fui educado assim, não aceito isso. Claro que os políticos não gostam que se fale das influências, ou possíveis influências que movem para manter uma imagem, que talvez não corresponda ao que são. Mas nós não precisamos de imagens, precisamos de pessoas que sejam o que devem ser.

Excerto retirado da entrevista feita pela directora do jornal, Margarida Trincão.

27 de janeiro de 2012

Porque não chegam os 10 mil euros ao Aníbal?



Pois é, ora aí está qual o motivo que o dinheiro das minhas reformas não chegam para pagar as despesas. (Malvada crise esta que até a mim me atingiu ).

Ainda dizem por aí que eu ganho muito hein!..

Que disparate de afirmações vai na boca deste povo.

Já vale tudo né?..

Ai Maria Maria como vai a nossa vida - Nem dizendo a verdade acreditam em mim!..