16 de abril de 2009

«Aos 66 anos não me divirto muito cá fora, posso ser preso político»!..


Jardim recusa aplicar lei «nazificante» da concentração dos media e diz mesmo que «a autonomia chegou a um momento que precisa de mártires» e admite ser um deles.

O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, garantiu quarta-feira à noite que o Jornal da Madeira continuará a ser publicado não obstante a lei «nazificante» aprovada na Assembleia da República.

«É uma lei nazificante, de iniciativa fascista e que pretende calar a imprensa de vários quadrantes políticos e não apenas o Jornal da Madeira», referiu à chegada ao Aeroporto Internacional da Madeira.

Para João Jardim, «é uma lei que é um braço de ferro do ministro nazificante com a liberdade de imprensa em Portugal».

«Isto ainda vai dar muita luta mas há uma coisa que vos garanto. O Jornal da Madeira vai sair nem que a gente vá todos presos», disse.

«A autonomia chegou a um momento que precisa de mártires para dar os saltos seguintes e, eu, aos 66 anos já não me divirto muito cá fora, já posso ser preso político, já posso fazer o papel de mártir», ironizou.

O PS aprovou quarta-feira sozinho as alterações à lei do pluralismo e da não concentração dos meios de comunicação social, com acusações da oposição de ataque à liberdade de imprensa e cedência aos grupos económicos.


IOL - Portugal Diário

Ao Amor que Encontrei!..


Ao Amor que Encontrei!..

Estive longe...

Tão longe a ponto de não conseguir encontrar-me

Vivendo em minha procura

Acabei por encontrar o melhor em mim, você.

Fui te buscar lá longe

No intimo dos meus desejos

Nas cores dos meus anseios

No entardecer

Nas horas de solidão

Escondida no por do sol

Nas rimas de amor

No brilho da noite que reluz em meus olhos.

Poemas e trovas desistiram de tentar imitar-te

Chegava o momento de te encontrar

Entre cores, imagens,

Sons e sabores

Teu nome derrama a mais perfeita melodia

Confunde-se, o teu sorriso, com a ténue primavera.

De pétala em pétala deixas o teu perfume

Em cada pensamento meu.

Após esses passos ao teu lado

Minhas mãos já se acostumaram ao calor das tuas

Meus olhos buscam incessantemente a tua primavera

E meus sonhos...

Querem sempre tê-la ao meu lado.

Tiago Koury

Entre-os-Rios: justiça quer cobrar meio milhão a famílias!..


Valor refere-se a custas no processo-crime relativo à queda da ponte..

Familiares das vítimas da tragédia de Entre-os-Rios vão pedir a intervenção do Presidente da República e do Governo para serem libertados do pagamento de meio milhão de euros de custas no processo-crime relativo à queda da ponte, noticia a Lusa.

O apelo segue «hoje mesmo», por carta, para o Chefe de Estado e para o Executivo, através do Ministério da Justiça, disse à Lusa o presidente da Associação de Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios (AFVTE-R), Horácio Moreira. «Nas cartas, vamos denunciar a situação e pedir a isenção de custas», referiu o dirigente.

Horácio Moreira revelou que a responsabilidade pelas custas foi distribuída por cerca de 200 familiares das vítimas, que se constituíram partes no processo de responsabilização criminal pela queda da ponte.

Adiantou que só no seu caso pessoal, as custas importam em cerca de 1.900 euros e sustentou que a imputação desta despesa aos familiares é um acto «inconcebível e desumano».

«Não só não vimos feita justiça, como fomos os únicos condenados no processo», observou o dirigente associativo, acrescentando que «o sentimento profundo existente em Castelo de Paiva é o de que os únicos condenados são os familiares e as pessoas que passaram no local errado à hora errada».

«A justiça não funcionou»

«Num Estado dito de Direito, é inconcebível que o ónus da queda da ponte recaia unicamente nas vítimas e suas famílias. Neste caso, a justiça não funcionou», frisou Horácio Moreira.

A antiga Ponte Hintze Ribeiro caiu a 4 de Março de 2001, provocando a morte de 59 pessoas, que seguiam a bordo de um autocarro e dois veículos particulares.

Mais de cinco anos depois, em Outubro de 2006, o Tribunal de Castelo de Paiva determinou a absolvição de quatro engenheiros da ex-Junta Autónoma de Estradas e de outros dois de uma empresa projectista, que o Ministério Público responsabilizava pela queda daquela travessia sobre o Douro.

Os seis técnicos estavam acusados dos crimes de negligência e violação das regras técnicas, mas o tribunal entendeu que na altura das inspecções realizadas pela ex-Junta Autónoma de Estradas (JAE) à ponte não havia ainda regras técnicas que enquadrassem a actuação dos peritos.

«Facilmente se conclui que os arguidos não praticaram os crimes de que vinham acusados, impondo-se a sua absolvição», sentenciou o colectivo de juízes.

IOL - Portugal Diário