1 de abril de 2009

A Morte o Amor a Vida!..


A Morte o Amor a Vida!..

Julguei que podia quebrar a profundeza a
[imensidade
Com o meu desgosto nu sem contacto sem eco
Estendi-me na minha prisão de portas virgens
Como um morto razoável que soube morrer
Um morto cercado apenas pelo seu nada
Estendi-me sobre as vagas absurdas
Do veneno absorvido por amor da cinza
A solidão pareceu-me mais viva que o sangue

Queria desunir a vida
Queria partilhar a morte com a morte
Entregar meu coração ao vazio e o vazio à vida
Apagar tudo que nada houvesse nem o vidro
[nem o orvalho
Nada nem à frente nem atrás nada inteiro
Havia eliminado o gelo das mãos postas
Havia eliminado a invernal ossatura
Do voto de viver que se anula

Tu vieste o fogo então reanimou-se
A sombra cedeu o frio de baixo iluminou-se de
[estrelas
E a terra cobriu-se
Da tua carne clara e eu senti-me leve
Vieste a solidão fora vencida
Eu tinha um guia na terra
Sabia conduzir-me sabia-me desmedido
Avançava ganhava espaço e tempo
Caminhava para ti dirigia-me incessantemente
[para a luz
A vida tinha um corpo a esperança desfraldava
[as suas velas
O sono transbordava de sonhos e a noite
Prometia à aurora olhares confiantes
Os raios dos teus braços entreabriam o nevoeiro
A tua boca estava húmida dos primeiros orvalhos
O repouso deslumbrado substituía a fadiga
E eu adorava o amor como nos meus primeiros
[tempos

Os campos estão lavrados as fábricas irradiam
E o trigo faz o seu ninho numa vaga enorme
A seara e a vindima têm inúmeras testemunhas
Nada é simples nem singular
O mar espelha-se nos olhos do céu ou da noite

A floresta dá segurança às árvores
E as paredes das casas têm uma pele comum
E as estradas cruzam-se sempre
Os homens nasceram para se entenderem
Para se compreenderem para se amarem
Têm filhos que se tornarão pais dos homens
Têm filhos sem eira nem beira
Que hão-de reinventar o fogo
Que hão-de reinventar os homens
E a natureza e a sua pátria
A de todos os homens
A de todos os tempos.

Paul Eluard

Jorge Coelho: TGV «já devia ter avançado há 20 anos»!..


CEO da Mota-Engil diz que encargos para gerações futuras serão ainda maiores se nada for feito

O presidente executivo da Mota-Engil disse esta terça-feira que a rede de alta velocidade (TGV) é prioritária ao país e que já devia ter avançado antes.

«A Alta Velocidade já devia ter avançado há 20 anos ou mais», disse Jorge Coelho em entrevista ao programa «A Verdade dos Números» na TVI 24.

Defensor da ideia de que as grandes obras devem assentar em projectos com estudos sobre a sua sustentabilidade, Jorge Coelho disse ainda que os encargos serão ainda maiores se nada for feito.

«Haverá um encargo grande para as gerações futuras se Portugal continuar a discutir estudos», disse no mesmo programa, sublinhando que o TGV contribuirá para combater o isolamento do país.

O líder da Mota-Engil disse ainda que há exemplos, como o da Linha do Norte, em que se terá gasto mais de mil milhões de euros desde a década de 90 e que ainda hoje funciona «com bloqueios».

Sobre os concursos que envolvem o TGV, o ex-político enalteceu a forma como o projecto tem sido conduzido pelo Executivo em matéria de prazos.

Aeroporto pode ser muito rentável

Sobre o Novo Aeroporto de Lisboa, Jorge Coelho diz que a Mota-Engil «tem tudo montado» para responder aos desafios da obra que, por essência, «pode ser muito rentável».

«Compete ao Governo definir as condições», acrescentou, lembrando que a empresa «tem o trabalho de casa feito» para poder avançar em

IOL - Portugal Diário

Lembranças de Blogues Amigos!...



Ás amigas dos Blogs Cantinho de Aconchego e da Gleici, agradeço estas lembranças com muito carinho e amizade, com uma Páscoa feliz a ambas..